Servidores da UBDS da Vila Virgínia protestam pela falta de segurança depois de agressão

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Os servidores municipais da Unidade Básica e Distrital de Saúde (UBDS) da Vila Virgínia cruzaram os braços no final da manhã e na tarde de quinta-feira, dia 7 de maio, depois que uma funcionária foi agredida com uma faca por um paciente que se irritou com a falta de uma medicação. O Sindicato esteve no local e deu todo o respaldo para a manifestação dos trabalhadores.

Agressão

Os servidores contaram que um paciente que faz uso de uma medicação controlada esteve na UBDS da Vila Virgínia para a retirada de um medicamento na farmácia da unidade. Ao constatar que o medicamento, Fenitoína (anticonvulsivante) estava em falta no posto, o homem se alterou e foi conduzido para fora do local. Poucos minutos depois, ele retornou com uma faca e atacou uma auxiliar de enfermagem. A situação só foi controlada com a intervenção de populares que ajudaram a servidora. Ela foi salva sem nenhum ferimento. O homem foi levado para o Distrito Policial pela Guarda Civil Municipal, onde foi registrado o Boletim de Ocorrência de lesão corporal dolosa e em seguida foi liberado.

Problema Antigo

Os trabalhadores informaram que a falta de segurança é um problema antigo da UBDS da Vila Virgínia. Eles contaram que apenas nesta semana quatro ocorrências de agressões verbais e físicas foram enfrentadas pelos servidores. “O que aconteceu hoje foi a gota d’água que fez transbordar a nossa revolta. Durante esta semana alguns trabalhadores foram ofendidos, outros agredidos levemente. O que aconteceu hoje representou uma ameaça a vida da servidora. Não podemos mais continuar assim. Os pacientes ficam irritados com a demora no atendimento, mas o que eles não entendem é que essa demora acontece pela falta de profissionais. Estamos trabalhando no limite de funcionários. Não dá para continuar dessa forma, precisamos de mais funcionários e melhores condições de trabalho”, diz o auxiliar de enfermagem, Claudemir Alves Ferreira.

Reuniões periódicas

Depois da tentativa de agressão e a paralisação dos servidores, membros da Secretaria da Saúde, a pedido do Sindicato, foram até a UBDS para discutir medidas de segurança para a unidade. Representantes da Guarda Civil Municipal também participaram da reunião.

“Ficou decidido que de imediato algumas entradas da unidade serão fechadas, e será feito o controle do fluxo de pessoas, haja visto, que muitos problemas acontecem porque diversos pacientes vão até a UBDS com acompanhantes, o que prejudica o trabalho dos servidores e atrasam os atendimentos. Também será estudado a presença de um agente de segurança ou guarda municipal permanente no local. Além das medidas urgentes, serão realizadas reuniões periódicas entre os gestores e os servidores para discutir medidas que poderão ser tomadas para amenizar os problemas de falta de segurança. O Sindicato estará presente nas reuniões. Vamos cobrar as melhorias necessárias para a categoria”, fala o vice-presidente do Sindicato, Laerte Carlos Augusto.

“Vamos participar das reuniões e ficaremos atentos a tudo que acontece na UBDS. Não vamos permitir que os trabalhadores fiquem reféns da insegurança. Queremos melhores condições de trabalho e a contratação de novos profissionais para melhor atender a população”, ressalta a coordenadora da Seccional da Saúde, Débora Alessandra.

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