Sindicato pedirá sequestro de receita da prefeitura para garantir o pagamento dos servidores

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O Sindicato não descarta a possibilidade de acionar a Justiça caso a prefeitura não pague as horas extras e as férias dos servidores. A entidade que representa os servidores exige que o governo pague o que deve aos trabalhadores até o 5º dia útil, tendo em vista que os valores devidos não foram pagos no dia 30 de setembro, conforme determina a legislação salarial do município.

“Os servidores não podem pagar pela má gestão implantada no município nos últimos anos. A categoria continua exercendo suas funções com total responsabilidade e competência. Se a prefeitura está quebrada, com certeza não foram os trabalhadores que causaram o estrago administrativo ao município e, consequentemente, não são eles que devem pagar essa conta”, fala o presidente do Sindicato, Wagner Rodrigues.

Diante da situação, o Sindicato dos Servidores tem orientado os trabalhadores a procurarem a entidade para formalizar o prejuízo. “É, sem dúvida, um grande prejuízo para os servidores. Muitos já haviam feito planos e compromissos com o dinheiro, que é do trabalhador. Vamos acompanhar bem de perto esta situação e colher o maior número de reclamações possíveis. Se a situação não for resolvida nos próximos dias  acionaremos a Justiça para que os direitos dos servidores sejam preservados”, afirma Wagner.

De acordo com o que o Sindicato apurou até o momento, a prefeitura sequer tomou o cuidado de avisar os servidores. “Além de todos os prejuízos causados com o não pagamento das horas extras e das férias, a prefeitura não teve nem a capacidade de informar a categoria. Sabemos que a situação financeira do município é crítica, pois existe uma dívida milionária; no entanto,  os trabalhadores que tanto se dedicam ao município não podem e não pagarão pelos erros administrativos deste governo. Há um bom tempo a gente tem escutado que o município não vive uma situação financeira boa e, em contrapartida, nós não escutamos nada sobre cortes de cargos sem vínculo, redução nos gastos e outras medidas para tentar superar a crise”, finaliza Wagner. Caso os valores não sejam pagos, já na próxima semana o Sindicato tomará as medidas cabíveis para garantir os diretos dos servidores.

O Departamento Jurídico do Sindicato estuda a possibilidade de sequestrar judicialmente a receita da prefeitura para garantir o pagamento dos trabalhadores, já que as horas extras e as férias têm caráter alimentício. 

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