Primo rico (CODERP) humilha o primo pobre (PREFEITURA)

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Por Jacira Campelo*

O que parece ser apenas um quadro humorístico de televisão se torna realidade no serviço público de Ribeirão! Na televisão os artistas contracenam a vida de dois primos totalmente opostos economicamente. O primo rico bem sucedido esbanja roupas de grifes, possui os melhores carros e alimenta-se do melhor manjar; enquanto o primo pobre não consegue se livrar dos trajes maltrapilhos, não possui carros, além do Mercedes coletivo (ônibus) e mal se alimenta.
Ao sair do imaginário deparamos com o mundo real e faço essa analogia para entender a diferença do primo rico e do primo pobre, ou seja a Coderp e a Prefeitura. Como pode termos uma Prefeitura(primo pobre) que aumenta seus recursos orçamentários em média 16% enquanto a própria prefeitura aumenta o orçamento da CODERP (primo rico) em 406%.
O Objetivo da Coderp quando foi criada era de abastecer a prefeitura em tecnologias de informação capaz de suprir as necessidades do serviço público, mas ao longo dos tempos temos visto que ela não passa de um organismo com capital privado para burlar a Constituição Federal e contratar serviços terceirizados para atuar no papel de trabalhadores concursados.
Essa prática avolumou-se nessa administração e pior está impregnada em quase todas as secretarias sem distinção do que serviço fim do serviço meio. Para melhor entender isso não é terceirização e sim uma quarterização, pois o primeiro modelo é quando a fonte pagadora no caso a Prefeitura contrata uma empresa privada de terceirização, mas o que está acontecendo é que a Prefeitura contrata serviços da Coderp que contrata uma empresa terceirizada.
Chegamos a conclusão que além de terceirizar, quarterizar, aumentar o orçamento 400 vezes a Prefeitura mostra que em matéria de gestão o melhor é repassar a responsabilidade para um terceiro sem qualquer planejamento de um serviço publico.
Como se não bastasse as irregularidades apresentadas os trabalhadores concursados do primo pobre sofre com o descaso de gestão e vê os trabalhadores do primo rico serem mais valorizados.
Os exemplos são fartos e visíveis, primeiro o primo rico possui prédios públicos reformados, amplos, fáceis acessos e de extrema valorização da logística de atendimento, enquanto o primo pobre sofre com goteiras, serragem dos telhados caindo nas marmitas, prédios alugados sem estruturas e difícil acesso.
O primo rico tem carro de ultima geração de 2008 a 2012, já o primo pobre coleciona veículos do século passado das décadas de 80/90/00 e pouquíssimos dessa nova geração. Alimentação é o forte do primo rico, eles possuem um vale alimentação de mais de R$ 700,00 equivalente a carga horária de 8 horas, já o primo pobre recebe 60% a menos para suas refeições.
Não quero nem entrar no fato de que o ingresso ao serviço no primo rico não estabelece critérios públicos e sim uma formula chamada ‘QI’, ou seja, quem indica, enquanto a sociedade para ingressar no serviço publico precisa prestar o concurso em pé de igualdade com toda população.
Esse disparate social, econômico não pode continuar. Precisamos de políticas claras e objetivas que elevam o senso de transparência e ética para a valorização da classe trabalhadora.

*Secretária geral do SSMRP

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