Governo adota "política do medo" e governa cidade por decretos

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Carta-compromisso assinada com o Sindicato durante a campanha não está sendo respeitada

Muitos não quiseram acreditar, outros pagaram pra ver, e o que se tem instalado em Ribeirão Preto é a “política do medo” (medo de ficar sem salário, medo de ficar sem vale-alimentação, medo de mais cortes, medo de mais ataques às conquistas, medo de mudança de horário e assim por adiante…) e a maneira nada democrática de se governar por decretos. Foram 25 decretos logo no primeiro dia de governo, e mais de 40 em pouco mais de um mês. No entanto, a movimentação dos servidores e do sindicato na Câmara Municipal, na sessão do dia 7, evidenciou que a categoria está mobilizada e não se curvará diante do desrespeito.

A medida, que a princípio parece ser para o bem do município, trata-se, na verdade, de uma forma autoritária de governar, contrariando, inclusive, o Poder Legislativo, que representa o povo. Em meio a tantos decretos, uma triste realidade: a maioria está focado no ataque direto ao servidor público municipal.

“Tentar governar Ribeirão por decretos é muito pouco para uma cidade pujante como a nossa. Digo mais, o caso dos agentes técnicos de fiscalização não poderia ter ocorrido, pois um decreto não pode ir contra a lei vigente ou além dela, como foi feito. Já cobramos da Câmara Municipal um decreto legislativo, como o que foi feito para a suspensão do reajuste de mais de 15% na água em Ribeirão, anulando o decreto do executivo, para que a conquista dos servidores seja preservada”, revela o vice-presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Nélson Barbosa.

“Com tantos decretos voltados para os servidores é impossível a categoria não ficar com medo, preocupada. O governo faz algo que já enfrentamos na cidade. Ele tenta emplacar a política do medo e tenta colocar a população contra a categoria. Mas já alertamos que isso não funcionará contra os trabalhadores”, ressalta o vice-presidente Donizeti Ap. Barbosa.

Respeito à Carta-Compromisso

Durante a campanha eleitoral municipal, o atual governo assinou a carta-compromisso proposta pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis. No documento, a entidade que representa os servidores municipais ressaltou pontos importantes para a categoria como o fim das terceirizações; a manutenção de conquistas históricas dos trabalhadores; a revitalização dos diversos setores da Administração Pública através da realização de concursos públicos; investimentos em melhores condições de trabalho; o pagamento das licenças prêmio e a não privatização do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (DAERP).

Porém, em menos de dois meses de mandato, a situação imposta na cidade é bem diferente.

“Os servidores municipais estão sendo atacados quase que diariamente. São diversos os decretos que suspendem conquistas, congelam investimentos e contratações e estagnam o serviço público. Em momentos de crise, é o serviço público que acolhe o povo, mas precisamos de condição e de respeito às nossas conquistas. Vamos continuar unidos e mostraremos sempre a força dos servidores”, salienta o presidente do Sindicato, Laerte Carlos Augusto.

Veja na tabela abaixo os compromissos que o Governo assumiu com o Sindicato e com os trabalhadores e o que já foi desrespeitado.

Carta compromisso e decretos okok

    

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