Denúncia: Falta de profissionais e problemas estruturais colocam em risco acolhidos no SAICA

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O Sindicato dos Servidores Municipais constatou na manhã desta quarta-feira, dia 27 de janeiro, que a falta de profissionais e a estrutura precária do prédio do SAICA (Serviço de Acolhimento Institucional de Crianças e Adolescentes) [antigo CACAV], da Secretaria de Assistência Social, estão colocando em risco os atendimentos às crianças e adolescentes que estão acolhidos no local. Hoje, o serviço conta com o trabalho de 17 educadores, sendo que quatro estão afastados. Nos últimos anos pelo menos 15 funcionários deixaram o local (por aposentadorias ou porque passaram em outros concursos) e o quadro não foi reposto. A capacidade de atendimentos do SAICA é de 36 acolhidos, mas, hoje, 48 crianças e adolescentes estão nas três casas de acolhimento e  na casa de recâmbio. “O que está acontecendo aqui no SAICA é um verdadeiro absurdo.  É humanamente impossível dar conta da demanda com o número de funcionários que existe neste local!”, ressalta o coordenador da Seccional da Assistência Social do Sindicato, Israel Marchiori Junior.

“A falta de funcionários é um problema muito sério. Neste local nós lidamos com vidas, com crianças e jovens que não tiveram nenhum respaldo da família e que depositam sua confiança na gente. Como o número de educadores é muito reduzido, temos a preocupação de não conseguir executar nossas funções como elas deveriam ser executadas e isso reflete diretamente na qualidade de serviço prestado aos acolhidos. Sem dúvida essa dura realidade coloca em risco os serviços prestados por nós”, afirma Israel.

Além da falta de educadores, o vice-presidente do Sindicato dos Servidores, Laerte Carlos Augusto, ressalta a falta de cozinheiros e de funcionários de limpeza. “Hoje, não existe sequer um servidor para garantir a limpeza das três casas e da casa de recâmbio. A limpeza dos prédios está sendo feita pelos próprios educadores. Eles é que limpam os quartos, os banheiros e as áreas comuns. Agora, como pode um educador tomar conta de tantas crianças e ainda dar conta de limpar as casas? É impossível! Também vale lembrar que faltam cozinheiros nas casas”, alerta Laerte.

Estrutura Precária

Não é somente a falta de funcionários que tem prejudicado os servidores municipais e comprometido o atendimento do SAICA. A estrutura precária das casas também é uma grande preocupação. O prédio, relativamente “novo”, não passa por manutenção há muito tempo. Na visita feita pelo Sindicato foi possível constatar vasos sanitários entupidos, pias quebradas e problemas sérios de vazamentos na parte hidráulica. “Os banheiros estão praticamente todos molhados, pois existem vazamentos de água em quase todas as pias. Sem mencionar os vasos sanitários entupidos. O prédio como um todo está abandonado. Nenhum tipo de manutenção é dada nas casas. Logo não teremos a mínima condição de receber as crianças e os adolescentes”, diz Israel.

O Sindicato também constatou que a roçada da parte externa do SAICA é feita por um voluntário. “Se não fosse esse voluntário tenho a certeza de que o local estaria cheio de mato alto”, fala Laerte.

Um outro problema relatado ao Sindicato dos Servidores é a precariedade da iluminação do prédio. “O trabalho no SAICA não para. Atendemos 24 horas por dia. Quem trabalha a noite tem enfrentado uma dificuldade muito grande. Existem servidores que trazem de casa lanternas, pois é quase impossível andar na parte externa das casas sem o equipamento. Eu fiz um levantamento recentemente e constatei que 49 lâmpadas estão quebradas ou queimadas e ninguém faz nada”, comenta Israel.

O Sindicato dos Servidores espera que a Secretaria de Assistência Social marque uma reunião com a entidade que representa a categoria ainda esta semana para discutir os problemas.

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