Trabalhadores de Unidade de Saúde da Família reformada recentemente sofrem com problemas estruturais

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A Unidade de Saúde da Família (USF) Prof. Dr. Alberto Raul Martinez – Estação do Alto, passou por uma reforma há menos de dois anos, mas já apresenta sérios problemas estruturais que têm prejudicado os trabalhadores e a população que busca atendimento no local. Em uma visita feita pelo Sindicato dos Servidores na manhã desta terça-feira (12), a Diretoria Atuante constatou diversos pontos de infiltrações, mofos em paredes de diversas salas e corredores, e grande quantidade de móveis entulhados na parte externa da Unidade.

Sala das Agentes Comunitárias de Saúde

A sala onde as Agentes Comunitárias de Saúde deveriam realizar suas funções está fechada e coberta com um grande plástico para evitar que os móveis estraguem com maior facilidade. De acordo com os trabalhadores, em dias de chuva é impossível ficar no local, pois as infiltrações de água não permitem. Uma lâmpada foi retirada para evitar uma descarga elétrica, já que escorre muita água das infiltrações. A prova do depoimento dos servidores são as paredes repletas de mofo. “Como a sala está fechada, pois não tem como ser utilizada, já que até o plástico usado para cobrir as mesas foi comprado pelos trabalhadores, as Agentes Comunitárias de Saúde foram transferidas para uma sala de reunião, que também tem problema de infiltração. Nós apuramos que teve servidor que já se afastou do trabalho por problemas respiratórios pois o mofo também toma conta daquele local”, relata a coordenadora da Seccional da Saúde do Sindicato, Débora Alessandra.

Sala que as Agentes Comunitárias de Saúde trabalham hoje também tem mofo nas paredes

Móveis entulhados, rato e animal peçonhento

Além das infiltrações e de mofos em muitas paredes da USF, outro problema grave constatado pelo Sindicato são os móveis entulhados nos fundos da Unidade. Armários, mesas e cadeiras estão empilhados há anos segundo os servidores, acumulando sujeira e bichos. “Um trabalhador contou pra gente que já encontrou na unidade escorpião e ratazana. Não é admissível uma unidade de saúde, que tem de cuidar da saúde das pessoas, os trabalhadores conviverem com esses animais que trazem doenças e são peçonhentos (que possuem veneno). Esta unidade foi reformada há menos de dois anos e tanto as salas reformadas como os cômodos que foram construídos estão com sérios problemas. A cozinha onde os servidores fazem suas refeições está cheia de mofo nas paredes. A Secretaria da Saúde não pode expor a riscos os trabalhadores desta forma. Vamos produzir um documento junto ao nosso Departamento de Segurança e Medicina do trabalho relatando os problemas e cobrando da pasta uma solução imediata”, ressalta Débora.

“Os problemas estruturais são muitos na unidade. Além dos problemas da própria unidade, existem equipamentos em volta com piscina desativada e uma área rural muito perto, que agrava a situação da USF. É preciso fazer a limpeza das calhas e dos telhados e também retirar os móveis que estão parados no fundo da unidade rapidamente”, afirma o coordenador do Departamento de Segurança e Medicina do Trabalho do Sindicato, Gaspar Marcelino.

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