Sindicato luta para que servidores da cultura recebam horas extras em dinheiro

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As horas extras feitas pelos funcionários da secretaria da cultura vão para o banco de horas para depois serem revertidas em folgas. Servidores não querem esse sistema e sindicato também é contra.

 

O problema já é antigo, diz a coordenadora da seccional da Cultura, Neusa Maria Armarolli, ao falar sobre as horas extras que os servidores da secretaria fazem e não recebem. Segundo ela, o número de horas que vai além da jornada fixa desses trabalhadores é alto, porém, extremamente necessário para garantir o sucesso nos eventos culturais da cidade, mas, na hora de receber, o retorno não é em dinheiro e, sim, por meio de um banco de horas que posteriormente é revertido em folgas. “Essa situação chegou ao limite, os trabalhadores não aceitam mais isso” fala a coordenadora.

A insatisfação foi colocada em pauta numa reunião pedida pelos servidores no dia 29 de julho com o secretário da cultura Alessandro Maraca, representantes do SSM-RP – Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto e os próprios trabalhadores. A Diretoria Atuante vai levar o assunto agora para a secretaria de governo e cobrar uma resposta à essa situação que deixa os trabalhadores desmotivados no dia a dia profissional.

Os funcionários da secretaria da cultura têm horários diferenciados, pois eventos culturais, quase sempre, acontecem aos sábados, domingos, feriados e à noite. “Esse ritmo é seguido pelos servidores com muito profissionalismo e dedicação, mas é importante que isso seja reconhecido, porque você recebendo as horas extras você motiva o trabalhador, ele se sente valorizado, além de constar na legislação trabalhista, é claro” comentou a coordenadora.

Um exemplo mais recente onde o trabalho desses servidores deveria ser mais reconhecido, foi o 21º Festival Tanabata que aconteceu no Morro do São Bento em Ribeirão Preto. Todos os anos o evento reúne cerca de 60 mil pessoas durante os três dias de festival e para atender esse público, os servidores fazem uma união de forças e estão por trás de todos os detalhes que garantem o funcionamento e organização do evento.   

Pontos relacionados aos grandes eventos que necessitam de envolvimento total dos funcionários, sobretudo com horas extras, já foram amplamente discutidos com o secretário. Segundo o vice-presidente, Laerte Carlos Augusto, as cobranças com Maraca são constantes, mas, lamenta que “infelizmente isso ainda não saiu do papel”. Para ele “os trabalhadores têm prestado serviço quase todos os finais de semana, porém, sem ganhar um centavo de hora extra. O sindicato não firmou nenhum acordo de banco de horas, isso não pode ser desta forma. É preciso que o governo tome providência. O servidor não pode ser sacrificado a trabalhar nos finais de semana, deixar a família e não receber por isso” afirmou o vice-presidente que vai tratar o assunto nos próximos dias com o secretário de Governo.

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