Sindicato cobra segurança na UBDS Central e constata que Pronto Atendimento Odontológico pode ser encerrado

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Os diretores do Sindicato estiveram na manhã desta quinta-feira, dia 26, em reunião com trabalhadores do setor de odontologia da UBDS Central e representantes do governo. O setor de odontologia da UBDS passou para o primeiro andar do prédio, que ainda está em reforma, e não há segurança para os trabalhadores, principalmente no que diz respeito ao plantão noturno. Os servidores disseram ainda que foram informados que o plantão noturno irá acabar após a instalação da UPA – Unidade de Pronto Atendimento, na Avenida Treze de Maio. A informação foi confirmada pela direção da unidade. O Sindicato se mostrou contrário à decisão.
Segurança
Os servidores relataram casos de agressões e tentativas de abusos. Disseram que ficam isolados e vulneráveis na unidade. Há alguns meses, uma reunião foi feita com o comando da Guarda Civil Municipal que prometeu resolver o problema, mas nada foi feito. Na ocasião, ficou decidido que haveria uma ronda constante.
“Isso é insuficiente. Precisamos de segurança permanente no local. Os servidores não podem ser alvos de pessoas más intencionadas”, disse o presidente do Sindicato, Wagner Rodrigues. “O problema de segurança é geral na UBDS por inteira, mas na odontologia é pior”, ressaltou Wagner.
Os representantes do governo disseram que iriam levar a reivindicação ao secretário da Saúde.
Fechamento do PA
O Sindicato constatou ainda que existe uma proposta do governo em fechar o pronto atendimento odontológico após às 23 horas. Tais atendimentos seriam feitos na UPA – Unidade de Pronto Atendimento, que está sendo construída na Avenida Treze de Maio. A informação confirmada pelos representantes do governo deixou os diretores e os servidores indignados.
“Quando lutamos pela implantação da UPA, a proposta era de ampliar atendimento e não acabar. Vamos pedir explicação via Câmara Municipal para a prefeita”, disse o vice-presidente do Sindicato, vereador André Luiz.
“Temos vários problemas. Um é relativo ao que será feito com esses servidores que estão aqui há mais de vinte anos e são extremamente qualificados. Tivemos a clara percepção que haverá tentativa de terceirização do trabalho, o que não concordamos. Outro problema sério é com relação ao atendimento à população que hoje consegue chegar com mais facilidade no Centro da cidade. Isso não será possível na Avenida Treze de Maio. Não temos ônibus constantes para aquele local na madrugada e a maioria que procura esse serviço é de pessoas carentes que não têm carro”, argumentou Wagner Rodrigues.
“O caso será levado para o Conselho Municipal de Saúde. Nossa luta é por serviço de qualidade e facilidade no acesso a esses atendimentos. Com a retirada do atendimento na área central, teremos dificuldade no acesso. É totalmente contrário ao que o Conselho luta”, afirmou o vice-presidente e conselheiro municipal da Saúde, Laerte Carlos Augusto.
“Vamos ficar atentos. As reivindicações foram encaminhadas ao secretário de Saúde. Vamos cobrar as providências”, finaliza Noedivaldo Bernadino, presidente da Seccional da Saúde do Sindicato.

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