Sindicato cobra da Saúde insalubridade para servidores e segurança nos postos

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A direção do Sindicato dos Servidores Municipais esteve reunida na última terça-feira (11) com o secretário da Saúde de Ribeirão Preto, Sandro Scarpelini. Com ele a entidade tratou duas pautas de extrema importância e que precisam ser observadas com o devido comprometimento e respeito que o trabalhador merece: a necessidade do pagamento da insalubridade em grau máximo de 40% para os servidores atuando no combate a Covid-19 e a urgência em prover segurança para as unidades de saúde do município.

Há mais de um ano atuando no combate à Covid-19, os servidores da Saúde estão exaustos. O número de casos no município não diminui, o trabalho aumenta e apesar de vacinados eles ainda correm risco diário de contrair a doença – e levar para casa e para os familiares.

“Nossos servidores estão expostos diariamente aos perigos da Covid-19, eles são bravos guerreiros que têm colocado a própria vida em risco para salvar outras vidas e precisam ser reconhecidos e recompensados pelo trabalho heroico prestado. Desde que a pandemia começou eles enfrentam inúmeros desafios que vão desde a falta de materiais para o trabalho até o alto nível de estresse, é dever da administração cuidar desses profissionais”, explicou a coordenadora da Seccional da Saúde, Célia Lima.

O Sindicato tem reforçado ao governo municipal a importância do pagamento de insalubridade em grau máximo (40%) para esses trabalhadores. Sobre essa questão a entidade já oficiou a prefeitura e, inclusive, reuniu-se algumas vezes com a administração, que segue se esquivando da responsabilidade com os servidores.

“Desde o início da pandemia nós temos levado ao secretário a necessidade de se reconhecer e enaltecer os esforços dos trabalhadores na luta contra a Covid-19. As condições de trabalho caóticas que eles têm enfrentado os colocam em risco diário e garantir a insalubridade em grau máximo a esses servidores é prestar reconhecimento a dedicação e coragem que eles entregam todos os dias”, esclareceu o vice-presidente do Sindicato, Caio Cristiano.

Outra constante na vida dos trabalhadores da pasta é o medo. A violência tornou-se parte do dia a dia nas unidades de saúde do município e os servidores, sem a proteção constante da Guarda Civil Metropolitana (por conta do baixo efetivo e a alta demanda)  ou de agentes de segurança, tornaram-se vítimas de assédio, agressões, furtos e inúmeras outras situações assustadoras.

Há cerca de um mês a UBS Vila Recreio foi o alvo, em plena luz do dia o aparelho celular do filho de uma paciente foi roubado. Por lá não foi a primeira vez, na unidade, localizada na zona Norte da cidade, além dos já “corriqueiros” furtos de telefone, os trabalhadores já sofreram situações extremas como agressão física e roubo a mão armada.

Cartazes afixados pelos servidores da UBS Vila Recreio após o roubo ocorrido no último mês descrevem os problemas de segurança por eles enfrentados

“Para dar segurança aos trabalhadores, é preciso que se invista na GCM, contratando, aparelhando melhor e dando todas as condições necessárias. Somente com uma Guarda valorizada e com investimentos é que vamos resguardar os demais servidores de toda a prefeitura e também os munícipes”, ressalta o vice-presidente do Sindicato, Valdir Avelino.

“É de extrema urgência que a administração se mobilize a respeito da segurança nas unidades de saúde do município. Diariamente os trabalhadores nos relatam situações graves de hostilidade e a crescente sensação de insegurança. Não há como isso continuar, é impossível para o servidor prestar um serviço de qualidade a população sabendo que está em constante perigo”, finalizou o presidente do Sindicato, Laerte Carlos Augusto.

1 COMENTÁRIO

  1. Os profissionais da saúde estão mais expostos ao risco por contaminação e são alvos de fake news nas salas de vacinas! Respeitem a enfermagem!
    Basta!

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