Recesso Escolar: Sindicato vai ao MP falar com promotor

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O Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto buscou junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo tentar resolver o impasse sobre o recesso escolar que se criou com a transferência dos Jogos Abertos do Interior, que aconteceria em Ribeirão Preto, para outra cidade. Na tarde de sexta-feira, 25 de setembro, a Coordenadora da Seccional da Educação do Sindicato, Cristiane Gonçalves Francisco, representou a entidade em uma reunião com o Promotor de Justiça e da Juventude de Ribeirão Preto, Ramon Lopes Neto.

Durante a conversa, foi entregue um documento ao promotor com o posicionamento, justificativas e também esclarecimentos sobre a importância do cumprimento total do recesso escolar aos professores. Embora o Promotor tenha sido receptivo ao ouvir os questionamentos dos representantes e receber o documento, ele deixou claro que seu pedido na ação judicial teve como principal fundamento o direito a educação e, consequentemente, pela não suspensão das aulas. Para o promotor, “a prefeitura foi quem errou e é ela quem tem que encontrar uma solução para esse impasse”. Ele reconhece que o professor não pode ‘pagar o pato’ por esse erro do governo que, segundo ele, ignorou todos os alertas e advertências dadas pelo MP nos meses de março e abril sobre a maneira como eles queriam implantar o recesso neste ano. Para o promotor, mesmo ciente da situação a prefeitura não apresentou nenhum projeto de como o recesso poderia ser feito para que nem alunos, nem professores, saíssem prejudicados e isso gerou toda a situação atual.

Ele ainda completa que “qualquer decisão agora, está nas mãos do Juiz Paulo Cesar Gentile. É somente ele quem pode mudar a decisão”, disse o promotor.

Ramon Lopes Neto – Promotor de Justiça e da Juventude de Ribeirão Preto, durante audiência com Sindicato

 

Uma reunião com o Juiz pode ser agendada ainda esta semana.

 A coordenadora Cristiane também reforçou que cabe a Secretaria da Educação encontrar uma solução para o problema. “Saímos dessa conversa com o promotor com o sentimento de que estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance para garantirmos os direitos dos profissionais da Educação. Por outro lado, não vemos o mesmo empenho do governo. É inaceitável que os governantes fiquem inertes a esse problema. A falta de organização por parte da administração foi o que levou a essa decisão da justiça, sendo assim, esperamos que o governo então venha a público e nos diga o que eles vão fazer para resolver tudo isso e garantir o recesso aos nossos servidores”, disse Cristiane após a reunião. 

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