Coronavírus: Oito funcionários da secretaria de Saúde de SP morrem com suspeita de Covid-19

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Sindicato notifica extrajudicialmente todos os órgãos da administração direta e indireta que a categoria pode parar em defesa da vida e da dignidade profissional

 

Ao invés de oferecer condições dignas de trabalho e reconhecimento profissional, os atuais gestores do governo do estado de São Paulo, da Capital e de Ribeirão Preto, coincidentemente todos do mesmo partido, querem romantizar e idealizar o trabalho dos servidores públicos, tratando-os como heróis apenas da boca para fora.

O problema é que o heroísmo cobra a conta uma vez que super-heróis invencíveis só existem nos gibis e nas produções de cinema. Aqui, no mundo real, quem luta e trabalha pelos mais fracos e oprimidos está morrendo com suspeita de Coronavírus.

De acordo com a Secretaria de Saúde da cidade de São Paulo, a Autarquia Hospitalar Municipal (AHM), responsável por 19 hospitais e quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPA), registrou 1.841 afastamentos por quadros de síndrome respiratória.

Um dos óbitos, o do hematologista e hemoterapeuta Paulo Fernando Moreira Palazzo, foi causado pela Covid-19. Os outros sete também podem ter sido causado pela doença, mas aguardam confirmação.

O estado de São Paulo tem 4,8 mil confirmações e 304 mortes provocadas pela coronavírus. No Brasil são 12,2 mil casos e 567 mortes. Em nível global, o número chega a 1,3 milhão de casos, com 76,4 mil óbitos.

O governo estadual prorrogou a quarentena, valendo até 22 de abril. Em Ribeirão Preto, o governo municipal veio na mesma toada. Mas para os servidores municipais não há quarentena. Há trabalho, cada vez aumentando mais, com salário congelado e em condições perigosas de atuação, com fornecimento cada vez mais precário de EPIs.

Hoje pela manhã, em entrevista à imprensa, o presidente do nosso Sindicato, Laerte Carlos Augusto, denunciou esta situação.  “Para o servidor municipal não há quarentena. Nosso trabalho dobrou, triplicou. Na Capital, onde a Covid-19 chegou mais cedo, tem servidores morrendo por contaminação. Em Ribeirão Preto, nossos servidores tem a dupla missão de enfrentar o vírus e, ao mesmo tempo, enfrentar o descaso do governo”

De acordo com o presidente do Sindicato, o governo municipal já tem pleno conhecimento que em condições de risco grave ou iminente no local de trabalho, os servidores tem todo direito de interromper suas atividades, sem prejuízo de quaisquer direitos, até a eliminação do risco. “Isto está estampado no parágrafo 2º do artigo 229 da Constituição do nosso Estado e para reforçar ainda mais, vamos notificar extrajudicialmente todas as secretarias municipais e autarquias que mesmo sendo heróis, nós temos famílias e temos direito de proteger nossas vidas e nossa dignidade profissional” alertou Laerte.

 

Clique no link e confira a orientação do Sindicato em caso de falta de EPIs.

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