A Campanha Salarial 2012 já chegou. É hora de cumprir as promessas!

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A Campanha Salarial de 2012 já começou. A Diretoria Atuante ouvirá na base os anseios dos trabalhadores para fazer uma proposta ao governo. Mas existem desejos já demonstrados pelos servidores, como: reposição das perdas salariais; aumento real; pagamento dos 5.15% e o Plano de Cargos Carreiras e Salários.
Wagner Rodrigues, presidente do Sindicato, acredita que a campanha começou muito quente, pois promessas foram feitas e não foram cumpridas. Aliás, esse é o tema da campanha salarial. “É HORA DE CUMPRIR PROMESSAS”.
Confira a entrevista concedida por Wagner Rodrigues ao Atuante.

Atuante – O que a categoria pode esperar na Campanha Salarial dessa data base 2012?
Wagner – Muita disposição para lutar, afinal esse é o nosso papel. Mas não será fácil, pois o governo ainda não compreendeu a importância de planejar um serviço público de qualidade com qualificação, eficiência e valorização.

Recentemente o Sindicato participou do Fórum Ribeirão 2021, na Câmara Municipal, e você discorreu sobre essa eficiência, qualidade e valorização. Como foi essa experiência?
Wagner – Foi uma experiência marcante para o Sindicato. Confesso que tive receio quanto à receptividade sobre um serviço público de qualidade, pois quando você discute esse assunto polêmico com a sociedade, a impressão, que é repassada de inicio, é que para a sociedade o que interessa é o estado mínimo, mas não foi bem assim. Quando apresentei nossa posição na luta de um serviço eficiente com qualidade e valorização, deparamos com o mesmo objetivo por parte de nossa sociedade.

Podemos dizer que o Sindicato conta hoje com um aliado?
Wagner – Melhor, podemos afirmar que a sociedade, como nós, não admite mais um serviço sem eficiência, ou seja, ela quer agilidade. Também não podemos mais acreditar que não exista qualidade e quando falo sobre isso quero deixar claro a falta de um investimento público nas estruturas, seja elas em tecnologias ou em local de trabalho.

E quanto à valorização?
Wagner – Esse é o maior problema existente na prefeitura. Nenhum governo pensa em valorizar o servidor. O governo atual fez um marketing extraordinário quando em campanha eleitoral, mas na prática não realizou aquilo que prometeu: o Plano de Carreira. Esse problema é crônico, pois quem não entende sobre administração acredita que o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) é uma forma de ganhar mais, mas a verdade é que o Plano é a única forma de instituir metas, qualificar, graduar e valorizar o trabalhador público.

E porque não implantam o PCCS?
Wagner – Primeiro é que o governo não possui maturidade suficiente para entender a magnitude dessa política pública; e segundo, existe uma trava política nesse projeto.

Se a sociedade quer, e os trabalhadores querem, o que segura esse projeto?
Wagner – Na vida a humildade e a simplicidade jamais se devem separar do homem, mas essas qualidades parecem não existir no secretário de Administração. Há arrogância e uma postura autoritária da parte dele. Isso é ruim, pois ele não discute o projeto, promete todo ano, e demonstra pouco ou quase nenhum interesse pelos trabalhadores. Até os servidores de sua própria Secretaria reclamam de suas atitudes.

Se os trabalhadores estão insatisfeitos com o secretário Marco Antonio, secretário da Administração, por que não protestar?
Wagner – Em casos assim há sempre o medo de represálias. No plano político, atitudes como essas destroem qualquer governo e revoltam os trabalhadores. É válido lembrar que não é só impressão nossa, sindical, a própria Câmara de Vereadores já denunciou na tribuna que ele não serve para dialogar.

Então podemos considerar que o secretário será o maior problema da data base?
Wagner – Sim. É como se houvesse um poder paralelo no governo. O que é tratado com ele não pode ser esperado como certo. Ele põe o pé na porta e o que promete não cumpre. Ninguém mais acredita nele. Mas com ele ou sem ele vamos para a luta, os servidores não podem ficar a mercê de falatório da administração. Nossa luta é séria e envolve as condições de vida e trabalho dos servidores. Nosso enfrentamento é com a administração como um todo. Não serão promessas não cumpridas ou delírios que vão barrar a luta dos servidores.

O que fazer então?
Wagner – Vamos lançar a Campanha Salarial 2012 e fazer uma campanha específica pelo PCCS com o slogan: “TRABALHO DECENTE, PLANO DE CARREIRA VIGENTE”. Vamos visitar todas as forças políticas da cidade, ONGs, associações, empresários, partidos políticos e fazer um abaixo assinado sobre esse assunto.

Os trabalhadores comemoraram muitas conquistas nas datas bases anteriores, porém muitas promessas do governo não foram cumpridas. Isso aquece a campanha?
Wagner – Eu diria que não só aquece como explode, nesse momento. Se o secretário da Administração tivesse cumprido com o prometido talvez a situação fosse outra. O secretário tem apagado incêndio com gasolina e isso vai refletir nesse ano.

Vamos falar em poucas palavras a situação encontrada por secretarias. Por exemplo, na Educação.
Wagner – Falta valorização profissional para os trabalhadores; Estatuto do Magistério; redução da jornada em função da lei do piso; valorização das profissionais de CEIs; tudo na gaveta trancado a sete chaves.

Saúde
Wagner – Faz discurso de serviço público de qualidade com investimentos em conferências, mas na prática aplica a política do estado mínimo, como terceirização e quarteirização.

Daerp
Wagner – Condições precárias de trabalho em quase todos os lugares, como em Bonfim Paulista e nos postos artesianos.

Assistência social
Wagner – Tem aumentado muito a demanda dessa secretaria em relação aos moradores de rua, crianças e adolescentes, mas o investimento em qualidade é o mínimo possível e isso acarreta na insatisfação dos trabalhadores.

Infraestrutura, obras, meio ambiente, ou seja, na parte operacional.
Wagner – A impressão é que o projeto dessas secretarias é terceirizar. Do jeito que estamos vivendo em poucos anos deixarão de existir

Esportes e cultura.
Wagner – É muito grave o que estão fazendo no Esporte, o trabalhador está sem a mínima estrutura. E na Cultura ninguém é valorizado

Sassom
Reforma da lei engavetada e muitos problemas diários.

Você acredita que as contratações feitas pelo governo ajudaram a máquina pública?
Wagner – O governo contratou servidores para muitas áreas, porém, ele quadriplicou a quarteirização na Prefeitura.

Quarteirização, como assim?
Wagner – Terceirização é quando a Prefeitura contrata uma empresa para substituir o trabalhador. O que estou falando é quarteirização. Veja bem, o governo sorrateiramente está usando a empresa Coderp, que é uma empresa mista, para contratar mão de obra barata de terceirizadas e colocando na prefeitura. O pior é que essa questão não aparece nas contas da Prefeitura.

O Sindicato já tomou providências sobre esse assunto?
Wagner – Estamos catalogando os nomes de todos os que trabalham nas empresas para Coderp. O servidor pode ajudar encaminhando sua denúncia pelo e-mail presidência@ municipais.org.br Depois vamos levar isso ao conhecimento do Ministério Público.

Qual a sua expectativa em relação ao trabalhador para essa data base?
Wagner – O trabalhador precisa ser valorizado, quer receber seu dinheiro do 5.15, ter um reajuste inflacionário, ter um aumento real, ou seja, ser respeitado, mas para isso precisará fortalecer os movimentos dessa data base, pois patrão é igual em todos os lugares, não tem diferença. Aliás, quem faz a diferença é você servidor. Compareça nas assembléias e mostrando unidade para a vitória. Eu espero o servidor para essa luta.

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