Sindicato cobra a exigência imediata do “passaporte da vacina” em todo serviço público municipal

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Diante dos severos riscos de quem não toma suas doses da vacina para si e para os outros, o Sindicato dos Servidores quer que Prefeitura e Câmara fechem seus prédios e suspendam atendimento de quem se recusa a ser vacinado

Para conter o avanço da ômicron e da gripe, e o consequente adoecimento dos trabalhadores, o Sindicato dos Servidores Municipais/RPGP cobrou, através de ofício, que a Prefeitura Municipal e a Câmara estabelecem regras mais rígidas para a circulação em seus edifícios, passando a exigir o passaporte da vacina.

O Sindicato destaca no ofício protocolado que “países e governos que enfrentam a crise sanitária de forma séria e responsável têm adotado medidas que restringem a circulação de pessoas não vacinadas”. E salienta que “como todo governante responsável, os atuais gestores municipais têm o dever de zelar pela saúde de seus governados e dos trabalhadores do serviço público municipal, conforme o artigo 196 da Constituição, e isso inclui a imposição de sanções administrativas a quem optar por não se vacinar.

Segundo o documento assinado pelo presidente da entidade, Valdir Avelino, “é forçoso reconhecer que, mesmo diante das incertezas trazidas pela descoberta da variante ômicron, ainda há pessoas que se negam a receber a vacina pelas mais variadas razões, a maioria não relacionadas a restrições de ordem médica”. Para o Sindicato “a recalcitrância desta minoria de pessoas em relação à vacina não só pode atrasar a retomada da normalidade como também – e ainda mais grave – custar mais vidas”.

Valdir Avelino disse em entrevista na manhã desta quarta que “a alta vacinação impede o aumento de casos graves, como mostram as estatísticas”. O presidente do Sindicato ainda esclarece que “a ciência demonstra que a pandemia ainda não foi resolvida de vez porque muitas pessoas não se vacinaram, o que gera “bolsões” de alta transmissão da covid-19 e eleva o risco de surgirem novas variantes”.

Avelino ainda combate o argumento (falso) de que a recusa a vacina traz consequências apenas para o não-vacinado: “nós sabemos que as vacinas reduzem, embora não impeçam o contágio”. “Sabemos também que a pessoa vacinada carrega menor carga viral, transmite por menos tempo, tosse e espirra menos e não agrava por vários dias o problema da superlotação em nossos hospitais”.

“Precisamos aumentar a testagem, retomar o trabalho em home office em todos os setores onde seja possível, conscientizar a população de que é preciso as duas doses para reduzir a transmissão e termos apenas doença leve no verão e passarmos a exigir o passaporte da vacina para todos que queiram transitar em locais públicos”, pontuou o presidente do Sindicato.

O ofício do Sindicato também será protocolado junto às prefeituras municipais dos municípios de Guatapará e Pradópolis. “Quando se trata de evitar a disseminação de um vírus que já causou a morte de mais de 620 mil brasileiros e diante da emergência sanitária que volta a comprometer a capacidade de atendimento do nosso sistema de saúde, é preciso adotar as soluções possíveis”, ressalta Valdir. O documento também cobra que os governos passem imediatamente a exigir a apresentação do comprovante de vacinação daqueles para a qual a vacina contra a Covid-19 não é contraindicada “para que possam circular nos próprios municipais ou receber atendimento presencial dos nossos trabalhadores públicos”.

Sindicato, o tempo todo com você!

 

Confira abaixo a cópia do ofício já protocolado em Ribeirão Preto!

Ofício sobre nova variante e passaporte vacinal

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