Silêncio dos bancos intensifica greve dos bancários em todo país

0
82

A greve dos bancários iniciada no dia 27 de setembro, segue forte em todo páis. No oitavo dia de greve, 8.328 agências de bancos públicos e privados foram fechadas em todos os estados e no Distrito Federal

Para o comando nacional dos bancários, o fato de os bancos não apresentarem nova proposta para encerrar o impasse aumenta a insatisfação da categoria e fortalece o movimento.

Em nota divulgada no início da noite de terça, o Comando Nacional dos Bancários critica o “silêncio” das empresas e atribui a essa posição o fato de a paralisação se manter. “A culpa da greve é dos bancos”, afirma a nota. “Os bancários querem respeito, dignidade e compromisso com o Brasil e os brasileiros”, completa.

Desde o dia 23 de setembro, nenhuma mesa de negociação foi realizada. A greve foi deflagrada no dia 27. “Os bancos estão agindo de forma irresponsável ao permanecerem em silêncio e ignorarem a disposição dos bancários para retomar o processo de negociações”, afirma o texto.

Uma carta foi enviada à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que representa as empresas nas negociações, para que as conversas sejam retomadas. A última manifestação pública da entidade data da semana passada, na qual afirmava ter disposição ao diálogo e afirmava que havia prejuízos a correntistas em decorrência da paralisação.

A proposta mais recente dos bancos foi de reajuste de 8% para salários e outros direitos. Para os bancários, o índice representa 0,56% de aumento real (acima da inflação). A data-base da categoria é 1º de setembro. A reivindicação é de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros ou Resultados (PLR), mais contratações, entre outros pontos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui