Servidores rechaçam proposta do governo e greve está mantida

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Os servidores municipais rechaçaram na assembleia, por unanimidade, a proposta de reajuste salarial feita pelo governo e a greve geral da categoria terá início a meia noite desta terça-feira, dia 24 de março.

Diante da assembleia geral dos servidores municipais que estava marcada para o início da noite desta segunda-feira, dia 23, o governo municipal marcou uma reunião com a comissão de negociação dos trabalhadores e o Sindicato, no final da tarde do mesmo dia, e fez uma proposta para os servidores. A oferta do governo foi considerada ofensiva por parte dos servidores que descartaram a proposta. “Os servidores ficaram revoltados com a proposta do governo de reajustar em 3,23% a partir de 1º de março e voltar a conversar em julho para fazer uma avaliação do quadrimestre e avaliação do comportamento da receita. Resumindo, o governo ofereceu apenas os 3,23%, pois temos a certeza de que em julho a resposta será negativa. Nem a reposição inflacionária, que é um direito constitucional do trabalhador, o governo quer pagar para os servidores. Se a prefeitura está quebrada, se é que está, pois a prefeitura saiu do limite prudencial da Lei de responsabilidade Fiscal nos últimos dois quadrimestres, foi o próprio governo que a quebrou. Os servidores não vão pagar essa conta”, afirma o presidente do Sindicato, Wagner Rodrigues.

Na proposta enviada aos servidores o governo também se comprometeu a pagar os 10 dias de férias dos trabalhadores em dinheiro.

Servidores mobilizados

Logo após a assembleia onde os servidores municipais ratificaram a greve a partir da zero hora do dia 24, os servidores de todas as Secretarias e Autarquias se reuniram na sede do Sindicato para organizar o movimento grevista. Como prevê a Justiça, os trabalhadores manterão os serviços essenciais, respeitando a manutenção de 30% dos serviços. Um outro ponto que foi discutido entre os trabalhadores, é que cada servidor vai conversar com a população, buscando a conscientização do ribeirão-pretano sobre as dificuldades e os problemas enfrentados pelos servidores, como a falta de equipamentos e materiais de trabalho.

“É importante mostrar para a população que se alguns serviços não estão sendo oferecidos a contento do povo, é porque o governo não oferece condições para os trabalhadores. Na Saúde existe até a falta de gaze nos postos de saúde. Na Educação faltam profissionais de apoio para os servidores que são obrigados a cuidar de muitas crianças sozinhos. Na Infraestrutura é uma vergonha observar a condição de trabalho dos servidores. O DAERP é notícia diária nos meios de comunicação por incompetência dos administradores de Ribeirão que oferecem materiais de péssima qualidade para os trabalhos. A população ribeirão-pretana tem que conhecer a verdade e a triste realidade desta cidade”, diz o vice-presidente do Sindicato, Laerte Carlos Augusto.

Clique aqui e assista o momento em que os servidores ratificaram a greve

Reivindicações dos Servidores

Confira abaixo as reivindicações econômicas dos servidores.

Reajuste salarial de 13,11%. O pedido dos trabalhadores faz referencia à reposição da inflação de 2014, 6,41% medido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) , mais um aumento de 6,7%, referente a 1/3 do crescimento orçamentário do município. Além do reajuste salarial, os trabalhadores aprovaram também na pauta econômica o mesmo índice de reajuste para o vale-alimentação e para a cesta nutricional dos aposentados, com o acompanhamento do aumento também para o teto do benefício. Outro item aprovado foi a volta do pagamento de R$ 150 referente a antecipação do acordo do processo dos 5.15%, suspenso em 2014.

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