Nos 80 anos do voto feminino, mulheres vão ocupar SP por avanços e direitos

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Em São Paulo, como em todos os anos, as mulheres estão se preparando para ocupar as ruas da região central da cidade no dia 08 de Março, por igualdade de direitos e oportunidades no mercado de trabalho, na sociedade e na política. Mas este ano promete ser especial, já que celebra-se os 80 anos do voto feminino.

Para marcar a data, as centrais sindicais e entidades dos movimentos sociais, vão promover uma passeata que levantará as bandeiras em defesa da autonomia, preservação da vida, combate à violência contra mulher, entre outras.

Ganha destaque esse ano a campanha pela aprovação dos PLs da Igualdade, que tramitam no Congresso nacional. Há meses, feministas e sindicalistas travam uma batalha ferrenha pela aprovação dos projetos que visam garantir às mulheres igualdade de salários e direitos no mercado de trabalho.

A luta não tem sido fácil em razão das bancada conservadora, ainda maioria, no Senado e Câmara Federal. Como forma de pressionar e sensibilizar os parlamentares, este mês, além da passeata, as mulheres prometem aumentar a pressão em cima dos parlamentares.

Para Raimunda Gomes, secretaria da Mulher Trabalhadora da CTB e uma das organizadoras do evento pela CTB, não tem como falar em desenvolvimento sem falar em equidade entre homens e mulheres. “Todas as bandeiras do movimento sindical são entrecortadas pela questão de gênero. Não dá para discutir redução da jornada de trabalho sem pensar na questão da mulher, não podemos discutir valorização do salário mínimo sem pensar na questão da mulher. Então, a questão do PL da Igualdade, além de romper com questões antigas, garantirão maior isonomia e democracia para a sociedade”, afirmou.

A concentração para o ato acontece a partir das 14h, na Praça da Sé, marco zero da capital paulistana. De lá, as manifestantes seguem para a Praça da República, onde encerram o Dia Internacional da Mulher com um grande ato político, que tem como principal objetivo levar trabalhadoras e trabalhadores à reflexão de que as questões relacionadas à mulher são toda sociedade.

Portal CTB

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