Em nome da “austeridade”, Grécia demite 16 mil funcionários públicos

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Dentro dos planos do governo grego de cortar 35 mil funcionários públicos nos próximos meses, sob o argumento de reduzir as despesas da administração, o primeiro grupo de 16 mil pessoas foi afastado nesta segunda-feira (28), entre a reserva e a aposentadoria.

A maior parte desse primeiro grupo, 10 mil, é de funcionários públicos que serão aposentados, recebendo 60% do salário pelo prazo de um ano. Ao final do período, o governo vai avaliar se serão recontratados ou demitidos, sem direito à indenização. Os outros 6 mil funcionários, a maioria supera a idade de aposentadoria, serão aposentados.

A partir do dia 1º de janeiro entrarão para a reserva outros 12 mil funcionários, todos faltando dois anos para aposentadoria e cujos postos serão eliminados no processo de fusão ou fechamento de 36 empresas e órgãos públicos.

Até 2015, a meta do Executivo é cortar 300 mil servidores. Até o momento, 170 mil vagas já foram eliminadas, entre aposentadorias antecipadas e a não reposição de aposentados.

Um grupo de servidores da Aviação Civil afetado a partir desta segunda-feira pelo programa de reserva protestou contra a medida com a ocupação dos escritórios da instituição em Atenas.

Os jornalistas da agência estatal “ANA” e da rádio e TV públicas convocaram a partir das 8h (de Brasília) greve de 12h em protesto à redução do pessoal que causará o fechamento de um dos canais estatais e contra o corte generalizado de funcionários. As medidas de austeridade atendem aos interesses e às pressões exercidas pela União Europeia e pelo Fundo Monetário Internacional.

Com informações de agências

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