A vitória do Rio-2016 é a certeza de que

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Por Wagner Rodrigues

Nos diversos encontros que mantive com o ministro do Esporte, Orlando Silva, acompanhei de perto o seu empenho, e o seu o esforço para obter a nomeação do Rio de Janeiro como cidade-sede das Olimpíadas 2016. A vitória do Rio, numa verdadeira corrida de obstáculos, foi a vitória do Brasil e de todos os brasileiros. Orlando sempre confiou na possibilidade do Brasil sediar as primeiras Olimpíadas da América do Sul.
Comandante do esporte e da postulação brasileira ao Comitê Olímpico Internacional, Orlando soube mobilizar todos os níveis governamentais, esportistas, mídia, ONGs, empresariado, intelectuais e profissionais envolvidos. Coroada com a presença do presidente Lula, a delegação brasileira que conquistou a Rio-2016 foi um imenso mutirão de vontade política, esforços de superação, tolerância, amplitude e criatividade.
Céticos perguntaram se seríamos capazes. Com bom-humor e confiança, o presidente Lula afirmou para o mundo que “sim, nós podemos”. Não era apenas uma brincadeira ou trocadilho com o slogan de campanha do atual presidente norte-americano. Nem mero voluntarismo. O Brasil hoje é reconhecido como uma esperança global. Seu papel é reconhecido mundialmente. E assim, mesmo com a crise mundial do capitalismo, atraímos empresas, investidores e pessoas por sermos uma nação moderna, cosmopolita – sede de mil povos e culturas.
As Olimpíadas de 2016 serão no Rio, mas o desafio será de todos nós; da nossa cidade e da nossa região. A bandeira olímpica deverá concentrar esforços na superação do abandono e da violência, oferecendo trabalho e oportunidades à juventude. Em Ribeirão Preto, precisamos seguir e dar o exemplo, melhorando nosso investimento na preparação dos jovens para o esporte. Nossos desafios e nossas oportunidades deverão ser encarados com mais objetividade e realismo. Mas também com a vontade política, o esforço de superação, de amplitude e de criatividade que não faltou a comitiva liderada pelo presidente Lula e pelo ministro Orlando Silva.
Não queremos e não podemos ser apenas espectadores e torcedores da realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Queremos ver atletas da nossa cidade e da nossa região hospedados nos milhares de quartos da Vila Olímpica. Queremos ver o jovem de hoje, circulando como atleta em 2016, entre a moradia e os eventos, numa festa que será vista por mais de 5 bilhões de telespectadores em mais de 200 países, com 3.500 horas de cobertura televisiva.
Uma das idéias defendidas pelo ministro Orlando Silva é a de que o próximo ciclo olímpico deve ser caracterizado pela definição de metas nítidas por modalidades esportivas e pelo esforço planejado de cada cidade e região. E para isso o governo federal, através do Ministério do Esporte, mostra-se amplo ao diálogo, aberto para a discussão, visando colher mais detalhes sobre a preparação dos nossos jovens para o desafio olímpico de 2016.
Eu concordo com a visão do ministro Orlando e sei que atletas não são criados no improviso. Em nível local, precisamos nos inspirar na atuação da nossa comitiva pró-Rio e substituir o improviso pelo planejamento, pela visão de perspectiva. Popularizar esportes desconhecidos e detectar jovens talentos que trarão para nossa região medalhas olímpicas. É fundamental começarmos desde já a preparação de nossos jovens transformando-os em atletas. Parece difícil? Mas ninguém disse que seria fácil. Dedicar-se ao esporte no Brasil definitivamente não é fácil. Mas, a vitória do Rio é a certeza de que “sim, nós podemos”.

* Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, secretário geral da CTB-SP (Central dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Brasil), presidente da FESP – Federação dos Sindicatos dos Servidores Públicos Municipais do Estado de São Paulo e secretário de relações institucionais do PCdoB – Ribeirão Preto.

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