Toda solidariedade e compaixão com o Rio Grande do Sul

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Valdir Avelino – presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis

presidencia@municipais.org.br

A imprensa tem repercutido a tragédia climática no Rio Grande do Sul que deixou, até agora, dezenas de mortos e desaparecidos – e que comove muito a todos nós. Infelizmente, as fortes chuvas não param de cair sobre o estado e, diante disso, é o momento de prestarmos todo o nosso apoio e solidariedade aos brasileiros do Rio Grande do Sul. Os gaúchos enfrentam um desafio monumental! Mas é importante terem a consciência de que não enfrentarão sozinhos.

Por tudo isso, e também por respeito, não é o momento de procurar ou apontar culpados, nem de dividir, artificialmente, o espírito de solidariedade e resiliência que o povo brasileiro, ao longo da história, tem demonstrado diante das adversidades. No entanto, não podemos desconsiderar que desastres como o ocorrido no Rio Grande do Sul reforçam a importância da ampliação de políticas públicas viáveis e efetivas para o amparo dos cidadãos em momentos cruciais como este.

É inegável que estamos num tempo de mudanças na temperatura do planeta. Essas alterações influenciam o regime de chuvas e podem provocar tempestades fortes, que atingem determinadas áreas em poucas horas. Temporais, como os que ocorrem no Rio Grande do Sul, devem tornar-se cada vez mais frequentes com o aquecimento global. Temporais de um lado e longos períodos de estiagem de outro, é o que os cientistas chamam de “novo normal”.

A imprensa vem comparando, com muita precisão, o cenário do Rio Grande do Sul como o de uma devastação de guerra. Mas também é preciso dizer que as grandes crises – como guerras ou acidentes climáticos ou até epidemias – exigem forte ação do Estado, com serviços públicos fortes, qualificados e valorizados. Sem a presença indispensável do Estado, e sem serviço público de qualidade, não existe outro instrumento para recuperar locais devastados.

Só alguém muito desorientado poderia pensar que as forças do chamado “mercado” irão reconstruir o Rio Grande do Sul. São momentos como esse que deixam aqueles que pregam a diminuição do Estado sem palavras e sem rumo.

Só para ter uma ideia, até mesmo nos Estados Unidos, saneamento, rodovias pedagiadas, aeroportos, portos e metrôs continuam sob o controle de setores ESTATAIS, e não privados. Além da necessária e indispensável solidariedade de todo o povo brasileiro, nenhuma autoridade gaúcha, minimamente séria, cogita reconstruir o Rio Grande do Sul apenas com a força de empresas privadas. Todos buscam – e estão certos – uma intervenção do Estado, sobretudo da União, com políticas e serviços públicos adequados. É neste mesmo sentido que precisamos ressaltar a necessidade de utilizar recursos e serviços públicos de forma ágil e eficiente para atender às necessidades da população afetada. Neste momento desafiador, nós, servidores públicos municipais, estamos unidos em um espírito de solidariedade e compaixão com o povo do Rio Grande do Sul. Estamos apoiando efetivamente as iniciativas unitárias do movimento sindical para ajudar aqueles que foram mais afetados pela tragédia, e trabalharmos juntos para reconstruir e fortalecer esse estado tão importante do nosso país.  Ao lado disso, reforçamos que a necessidade de fortalecer e valorizar o serviço público para o enfrentamento de crises como essa, é também um importante passo em uma jornada que exigirá o melhor de cada um de nós.

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