Sindicatos: vitais para a democracia, essenciais para os trabalhadores

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Valdir Avelino – presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis

presidencia@municipais.org.br

Não existe verdadeira democracia sem sindicatos fortes. No Brasil, o movimento sindical foi protagonista não apenas na organização de trabalhadores em defesa dos seus direitos e anseios, mas também na resistência a opressão e na luta democrática.  A democracia que vivemos hoje, simplesmente não existiria sem a atuação do sindicalismo. Os ataques diretos e indiretos aos sindicatos, como altos níveis de informalidade, destruição de direitos trabalhistas e o fechamento das portas de diálogo por governos, são elementos que impõem condições adversas não apenas para o sindicalismo, mas contra a própria democracia. O movimento sindical sabe que não se pode falar em democracia sem direitos, e não há direitos sem sindicatos fortes. Em nenhum país do mundo pode-se cogitar a existência de uma sociedade democrática sem combater as desigualdades socioeconômicas, as opressões e as discriminações de toda natureza.

Na recente história humana, o pilar das conquistas trabalhistas sempre foi (e continua sendo) o movimento sindical. Melhores condições de trabalho, respeito à saúde e a segurança do trabalhador, reposição das perdas inflacionárias, entre outros temas, nunca vieram de graça. São reivindicações e lutas dos trabalhadores organizados em seus sindicatos! Para que tenhamos sindicatos fortes e conquistas trabalhistas é necessário, desde sempre, um árduo trabalho de conscientização da classe trabalhadora. Se o trabalhador não entender a importância de estar unido para conseguir reivindicar melhores condições de trabalho e aumento salarial, a situação fica sempre cômoda para os maus governantes e maus empregadores.

Pressionados e sem informações essenciais, muitos trabalhadores desconhecem que cabe aos sindicatos lutar pelas boas condições de trabalho, proteger os direitos dos trabalhadores que representa, lutar nos momentos de negociações de salário e, por fim, representar os seus filiados judicialmente. Ou seja: são os sindicatos que se preocupam se os trabalhadores recebem de acordo com o que foi contratado, se possuem condições apropriadas de trabalho, se estão com seus direitos em dia. Vivemos um momento decisivo o Brasil, pois a democracia ainda não consolidou-se. Tem gente que ainda insiste em ver nosso país retrocedendo até mesmo quanto a conquistas civilizatórias mínimas. Em nome do chamado “liberalismo”, há grupos econômicos poderosos se encarregando de promover uma verdadeira “cruzada” contra a democracia, contra os sindicatos e contra direitos trabalhistas. Não há possibilidade alguma de um convívio social harmônico e pleno sem consensos mínimos na sociedade sobre direitos dos trabalhadores. A democracia não é apenas o instrumento das liberdades individuais. Por isso, deve ser também o mecanismo para se alcançar o bem-estar coletivo. Com esses pensamentos, entendo que o principal desafio que enfrentamos hoje é o de fazer com que um número cada vez maior de trabalhadores tenha consciência que o sindicato não é apenas uma entidade, mas, sim, uma importante ferramenta de luta em defesa de direitos e anseios dos trabalhadores.

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