A greve dos servidores e a falta de bom senso do governo

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O Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Pre­to, Guatapará e Pradópolis notificou oficialmente o governo sobre a greve da categoria que será realizada a partir da próxima segunda-feira, dia 10 de abril, por tempo indeter­minado.

O Sindicato tentou, por diversas vezes, negociar com o governo Municipal. As pautas reivindicadas abrangem valo­rização da carreira, reconhecimento profissional, melhores condições de trabalho e cumprimento da lei e dos acordos judiciais firmados.

A categoria decidiu pela paralisação em Assembleia Ge­ral, conforme determina a lei de greve, e o comunicado da greve foi feito com a antecedência determinada pela mesma lei. No que depender dos servidores municipais, os servi­ços essenciais à população serão garantidos. No entanto, o governo não se mostra atento, nem zeloso, em também fazer a sua parte para efetivar essa garantia.

No que diz respeito à manutenção dos serviços inadi­áveis à população, o Sindicato colocou-se à disposição do Município para debater e estabelecer um comum acordo sobre a formação de equipes que ficarão responsáveis por essas atividades essenciais, comprometendo-se a, desde o início da paralisação, manter equipes de servidores com o propósito de assegurar a continuidade da prestação do ser­viço público desempenhado pelos nossos trabalhadores, nos termos em que é definido pela lei e naquilo que representar necessidade essencial aos cidadãos.

O governo, que vem descumprindo a lei e ignorando o conteúdo de despachos e decisões judiciais, ao invés de apostar no diálogo e no entendimento, ao que tudo indica, vai novamente dobrar as apostas na judicialização da greve. O governo ignora que, desde o primeiro momento, os servi­dores municipais estão abertos às negociações que envolvam a pauta de reivindicações, desde que providências sejam adotadas para o avanço dos pleitos da categoria.

A tentativa de judicializar a greve dos servidores munici­pais ao invés de dialogar com a categoria não irá contribuir em nada para o fim do impasse entre o governo e os traba­lhadores.
Esse caminho surrado e já conhecido só revela que o governo é incapaz de encontrar um ponto de equilí­brio que beneficie a todos. O momento exige, do governo, rapidez, bom senso, equilíbrio e ponderação. A decisão de trocar a mesa de negociação pelos Tribunais não é saída para o impasse.

Por Valdir Avelino – Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis – presidencia@municipais.org.br

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