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Sindicato vê com cautela pregão anunciado pelo comando da GCM



*Por Laerte Carlos Augusto, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Ribeirão Preto, Guatapará e Pradópolis; graduado em Gestão Pública

 

O governo municipal quer realizar um pregão para contratar uma empresa especializada para a prestação de serviços de treinamento e capacitação para a formação de Guardas Civis Municipais de Ribeirão Preto. Um valor estimado de cento e vinte e cinco mil reais deve ser destinado a escolhida num universo limitado de empresa. O Município nunca precisou realizar essa espécie de gastos com particulares. Pior: o atual comando da GCM não apresentou um estudo detalhado que contemple e justifique a sua intensão de transferir o treinamento e a capacitação dos servidores municipais da Guarda para terceiros. Não há nada que indique que essa contratação de terceiros mostra-se a melhor ou a única opção. Não há avaliação precisa dos custos e dos ganhos de eficiência esperados.

A intensão do comando da GCM não reflete – longe disso – o que se esperava de um governo que, afinal, prometeu fazer mais com menos. A transferência de serviços públicos para terceiros é caminho inverso: o de fazer menos gastando mais. Bastaria o atual comando da GCM valorizar, respeitar e reconhecer o potencial dos nossos GCMs que tal treinamento e formação poderia ser muito bem aplicado aproveitando-se o conhecimento organizacional da própria Guarda.

O servidor municipal da Guarda está nas ruas, sempre interagindo com a sociedade, onde é obrigado a tomar decisões muitas vezes difíceis. A sua experiência é teórica mas, ao mesmo tempo, é prática. Não vejo como uma empresa particular possa superar o conhecimento da própria GCM para trabalho da GCM. Ao invés de obrigar estes servidores em uma situação bastante insatisfatória, em termos profissionais, o Governo deveria construir as bases do treinamento e da formação a partir da experiência presente no âmbito interno das corporação e em parcerias com outra frentes da segurança pública.

Um preparo técnico-profissional de elevada qualificação não depende da transferência de uma responsabilidade da GCM para terceiros. Essa verba poderia ser utilizada de forma mais inteligente e com a finalidade pública, como por exemplo, ampliar as competências multiculturais e operacionais desses servidores públicos através da participação em eventos reconhecidamente norteadores da atividade da Guarda. Diversificar e aproveitar a experiência curriculares dos nossos GCMs no sentido de implementar práticas profissionais adequadas às exigências dos cenários contemporâneos demandaria apenas reconhecer o valor desses servidores com reflexo no Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS).

O Sindicato dos Servidores Municipais considera que existem alternativas mais adequadas para a garantia constante de treinamento e capacitação dos servidores da GCM.



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