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Qual o melhor tratamento para a Saúde de Ribeirão Preto?



*Por Debora Alessandra, coordenadora da Seccional da Saúde do Sindicato dos Servidores Municipais de RPGP e enfermeira graduada pela Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) e Laerte Carlos Augusto, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de RPGP, graduado em Gestão Pública.

 

Um Ambulatório Médico de Especialidades (AME) representa muito para a saúde das cidades contempladas por ele. Os AMEs servem para ampliar a oferta de serviços ambulatoriais especializados, atendendo à necessidade regional nos problemas de saúde que não podem ser plenamente diagnosticados ou orientados na rede básica pela sua complexidade, mas que não precisam de internação hospitalar ou atendimento urgente. É óbvio que Ribeirão Preto quer um AME. Precisamos desta dose para melhorar a nossa Saúde! Um só não, a cidade quer os três AMEs prometidos em campanha eleitoral pelo atual governo municipal. Vale ressaltar, inclusive, que o prefeito eleito dizia durante a campanha que o local para a instalação do primeiro AME já estava definido e seria ao lado do Hospital Estadual, na avenida Independência.

Na onda do "expectativa x realidade", a expectativa era de que o primeiro ambulatório viesse de forma rápida e somando ao atendimento já oferecido ao município, mas a realidade de um AME em Ribeirão é muito mais dura do que se imagina. Tudo porque a gestão da Saúde na cidade coloca quase que como ponto de honra para a instalação de um ambulatório no município o fechamento da Unidade Básica e Distrital de Saúde Central (UBDS Central). Ou seja, a população perde seu atendimento exclusivo numa unidade mantida pelo município e passa a "concorrer" por assistência com outras cidades da região.

O Central é nosso! Não se pode ignorar as mais de 8 mil consultas e os cerca de 22 mil exames e pequenas cirurgias realizados mensalmente por lá. Como também não há como ignorar a facilidade de se chegar com apenas um ônibus na unidade, que, vale lembrar, é a mais bem posicionada geograficamente na cidade. Também não se pode deixar desassistidas as milhares de pessoas que trabalham diariamente no centro da cidade e que dependem deste atendimento de urgência e emergência. Sem dizer que a instalação de um AME em poucos meses passará também, inevitavelmente, pela terceirização de profissionais na atividade fim, o que o Sindicato também é contrário.

Há que se lembrar ainda que Ribeirão possui sim outros espaços para a instalação do AME, um desses exemplos é a área útil ao lado da UBDS Castelo Branco, na zona Leste da cidade. Além de haver espaço para a construção, para o munícipe haveria ainda a possibilidade de prosseguimento do atendimento recebido no ambulatório na unidade localizada bem ao lado. O paciente, vindo de Ribeirão Preto, receberia os três atendimentos de praxe no AME e caso necessário, seguiria sendo atendido pelos especialistas da UBDS. Ou seja, tudo num único lugar. Sendo preciso apenas que fosse realizada a expansão do número de especialidades oferecidas na unidade Castelo Branco. Existem soluções e opções, é preciso que a administração esteja disposta a ouvir.

Quando o assunto é saúde, profissionais da área podem até discordar deste ou daquele tipo de tratamento sugerido por este ou por aquele médico. No entanto, quando o assunto é o fechamento de uma unidade de atendimento tão importante quanto o Pronto Socorro Central, me parece que a única opinião que diverge das demais é a de quem quer o fechamento da UBDS Central. Um AME pode e vai ajudar muito a saúde municipal e regional, porém o prejuízo do fechamento dos atendimentos de urgência e emergência da UBDS Central será muito maior que os benefícios de um AME naquele local. Existem espaços de sobra em Ribeirão Preto que, se forem aliados à vontade de quem pode fazer, resolvem o problema. Descobrir um santo para cobrir outro não parece o tratamento adequado para a Saúde dos ribeirão-pretanos!



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